[Resenha] A Garota no Trem - Livro

Saraiva
Livro: A Garota no Trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Riverhead Books
Gênero: Suspense, Thriller Psicológico
Páginas: 323

Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado. 

"Quando ele volta à si mesmo, volta pra mim, há medo em seus olhos, desespero."

Opinião: Rachel passava todos os dias pela casa de um casal, que ela dava o nome de Jason e Jess, onde ela fantasiava um relacionamento perfeito. Ela passava por uma fase difícil, após o divórcio de um relacionamento abusivo com Tom, ela estava desempregada, morando com sua amiga da época da faculdade e enfrentava sérios problemas por conta do alcoolismo. 

Todo esse contexto nos leva a acreditar que a protagonista tem problemas psicológicos. Quando Jess, que na verdade se chama Megan, é assassinada, o leitor naturalmente acredita que a culpada é Rachel, por conta dessa obsessão dela pela vida do casal.

No livro contamos com três pontos de vista da história, Rachel, Megan e Anna, a atual esposa de Tom. Das três, no início gostei muito da Megan, vemos que ela precisa lidar com muitas angústias e muitas dúvidas em relação à sua vida, Rachel nos é apresentada com uma pessoa muito perturbada, obcecada pela vida dos outros sempre, e Anna parece ser sempre a vilã da história, mas também precisamos entender o lado dela, que quer apenas proteger sua família de Rachel.

"Riley e Gaskill trocaram um olhar, eu não tinha certeza se era irritação ou diversão. Eu podia sentir o suor no meu lábio superior. Eu tomei um gole de água; tinha gosto de obsoleto. Gaskill embaralhou os papéis na sua frente e então empurrou-os de lado, como se tivesse terminado com eles, ou como se o que tivesse neles não o interessasse."

Após o assassinato de Megan, Rachel de aproxima de "Jason", que descobrimos que seu real nome é Scott, para ajudá-lo a desvendar quem assassinou sua esposa, ele é um personagem muito enigmático, não conseguimos captar as suas reais intenções ao longo da história, e mesmo no final não fica muito claro se ele era uma pessoa boa ou ruim.

A Garota no Trem é um livro que exige muita atenção do leitor para entender toda a narrativa, que fica sempre entre presente e passado. A narrativa é muito envolvente pois vai mudando sempre e nos surpreendendo, pois com cada fato importante a história muda de ramo, nos deixando confusos, sem ter muita certeza de quem matou Megan. Quase no final do livro eu consegui descobrir quem realmente era o vilão da trama, e o final é muito surpreendente! 

Essa foi minha primeira leitura de Paula Hawkins e foi uma leitura muito boa, o livro é extenso mas a leitura não se torna cansativa em nenhum momento, ainda não consegui assistir ao filme, mas fiquei curiosa para saber como foi reproduzida essa narrativa tão complexa.

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